MARAVILHOSA GRAÇA

Ele, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; […] e Deus […] atendeu-lhe a súplica. 2 Crônicas 33:12, 13

O texto de hoje refere-se a Manassés, um dos mais ímpios governantes de Judá. Sua biografia é escura. Ele reedificou os altares pagãos “nos altos” que seu pai Ezequias havia destruído. Dessacralizou o templo do Senhor em Jerusalém, edificando altares idólatras “a todo o exército do Céu”, nos átrios da casa de Deus. “Queimou seus filhos como oferta […], praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para O provocar à ira. Também pôs a imagem de escultura do ídolo que tinha feito na Casa de Deus” (2Cr 33:6, 7). Curiosamente, Manassés teve o reinado mais longo da história de Israel e Judá. Em seu caráter e conduta, ele foi pior que os amorreus, conhecidos pela perversidade e brutalidade (2Rs 21:11; 2Cr 33:9).

O Senhor enviou profetas para adverti-lo, mas em resposta Manassés executou alguns deles. Assim, a advertência teve o mesmo efeito de um risco na água. Manassés parecia inalcançável. Deus permitiu então que viessem os oficiais da Assíria e capturassem o rei, sem qualquer tratamento respeitoso. Puseram ganchos em seu nariz e o prenderam com correntes (33:11). Manassés foi tratado como um novilho levado para o matadouro. A humilhação não poderia ser maior. Um tratamento de choque para despertar o ímpio rei de Judá. No “país distante”, contudo, ele “caiu em si”. O escritor de 2 Reis não faz qualquer referência à impressionante mudança na vida de Manassés, mas encontramos o registro no segundo livro de Crônicas.

Em sua angústia, ele suplicou ao Senhor. Fosse Deus como nós, sabemos qual seria a resposta. Mas a graça divina não conhece limites. “Deus Se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino” (2Cr 33:13). Graça incompreensível! Depois de seu arrependimento, Manassés buscou reparar os estragos que havia causado em Jerusalém e Judá (v. 15, 16). Houve, contudo, um lugar que ele não pôde mudar: o coração de seu filho. O jovem Amon fora endurecido pelo mau exemplo e pecados do pai. Tornou-se incapaz mesmo de dar atenção à nova vida de obediência dele (v. 21-25). Esse é um lado sério do pecado: embora Deus perdoe, isso não garante que fiquemos livres das consequências de nossos descaminhos.

 

 

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