“Tudo o que você fizer, faça-o de coração, como [fazendo] ao Senhor e não ao homem.” Col. 3:23

Sinapses são pontos microscópicos de comunicação entre células nervosas e outras células. Vamos ver aqui as sinapses entre células nervosas envolvidas com a memória, o aprendizado, a formação de hábitos e talentos, e com o desenvolvimento do caráter.

Sinapses podem tanto permitir como interromper impulsos nervosos dirigidos para outras células nervosas. É possível, pelo nosso estilo de vida, influenciar as sinapses positiva ou negativamente. Por exemplo, o uso freqüente de sinapses e neurônios encontrados no cérebro num circuito responsável pela aprendizagem (aprender a tocar um instrumento musical, por exemplo), aumenta o tamanho, o número e a eficiência deles. Repetido uso de um circuito cerebral resulta em aprendizado mais fácil e mais rápido e, assim, a prática pode de fato fazê-lo perfeito.

Por outro lado, o não uso causa atrofia (encolhimento) das sinapses, manifestando-se por tempo de resposta vagaroso e processo mais lento de informação nas áreas inativas do cérebro. Isto é chamado de “plasticidade sináptica”. (Wu, A, et al., A saturated-fat diet aggravates the outcome of traumatic brain injury on hippocampal plasticity and cognitive function by reducing brain-derived neurotrophic factor, Neuroscience. 2003;119(2):365-75.)

Uma substância cerebral chamada “brain-derived nerve growth factor” (BDNF), atua como um “fertilizante” para as sinapses, protege as células cerebrais e em certas áreas do cérebro é capaz de regenerar neurônios. BDNF prediz o que ocorrerá no processo de aprendizagem. Quando há pouco BDNF o aprendizado é mais difícil.

Comer em demasia e comer uma dieta rica em gordura saturada e açúcar diminui o BDNF. Estudos feitos com animais mostram que a deficiência de vitamina D em recém-nascidos resulta em menos BDNF e reduz a espessura do córtex cerebral. Uma vez que o leite materno não supre com freqüência as quantidades adequadas de vitamina D, é importante que os bebês recebam adequada exposição ao sol.

Uma ingestão alta de gordura total na dieta também diminui o BDNF. Experimentos com animais sugerem que exercício físico voluntário de alguma forma neutraliza os efeitos de uma dieta rica em gordura quanto ao BDNF.

Evidência científica agora sugere que o BDNF e seu precursor estão diminuídos nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer e que o aumento do BDNF pode ser benéfico no tratamento de depressão. BDNF está também reduzido no estresse agudo, especialmente no hipocampo (nos lobos temporais relacionados com a memória, aprendizado e regulação do humor) e está muito reduzido nas pessoas com distúrbios alimentares, como a anorexia nervosa e bulimia. (Molyrni R., et al.,A high-fat, refined sugar diet reduces hippocampal brain-derived neurotrophic factor, neuronal plasticity, and learning. Neuroscience 2002;112(4):803-14.)

Disfunções no BDNF podem contribuir para o desenvolvimento da esquizofrenia. Indivíduos com diabetes têm um declínio significante de BDNF no cérebro, o que poderia explicar porque os diabéticos têm maior risco para desenvolver demência.

Uma restrição calórica sábia (se a pessoa está obesa), ácido ômega-3, uma variedade de atividades físicas e mentais, assim como uma boa qualidade de sono, melhoram a produção de BDNF e, portanto, melhora o poder do cérebro. (Duan W., et al., Dietary restriction stimulates BDNF production in the brain and thereby protects neurons against excitotoxic injury, J Mol Neurosci. 2001 Feb;16(1):1-12.  Wu, A., et al.,Dietary omega-3 fatty acids normalize BDNF levels, reduce oxidative damage, and counteract learning disability after traumatic brain injury in rats, J Neurotrauma. 2004 Oct;21(10):1457-67.)

Uma lição que podemos tirar destas descobertas científicas pode ser: o que você não utiliza, você perde. Lembra que na Parábola dos Talentos o que aplicou os mesmos ganhou mais? Um conceito errado sobre Deus leva ao medo que termina em passividade. A passividade reduz nossa capacidade de ser uma bênção para a sociedade e encolhe (atrofia) nosso caráter, fazendo-o mais egoísta.

Tem você algum talento escondido o qual reluta em usar por medo de falhar? Deixou de fazer alguma tarefa que lhe pediram por medo de não ter experiência suficiente? Lembre-se: estudar e aprender continuamente beneficia a saúde de seu cérebro e o faz mais útil para a sociedade. Só aprendemos a nadar quando entramos na água.

 
Fonte: Liz Hall, professora e pesquisadora em Fisiologia no Wildwood Lifestyle Center and Hospital, Wildwood, Geórgia, Estados Unidos. Usado com permissão.

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