Perguntas Comuns Sobre a Saúde

 

Jesus afirmou que “não é o que entra pela boca que contamina o homem”. Por que tanta ênfase à saúde?

A passagem em consideração encontra-se em Marcos 7:18-20. Que assuntos são aqui abordados? O Novo Testamento claramente afirma: “não sabeis vós que o vosso corpo é o templo do Espirito Santo… glorifica: a Deus no vosso corpo” (I Cor. 6:19, 20). “Se alguém destruir o templo de Deus, também Deus o destruirá, porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (ICor 3:17). “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Cor. 10:31). As Escrituras são coerentes. Elas não dizem num lugar que devemos ser muito cuidadosos com o que comemos ou bebemos e em outro que podemos comer e beber de tudo. Vamos resumir o que Marcos 7 diz, na sua globalidade. Os fariseus possuíam leis muito rígidas  acerca da purificação cerimonial. Eles acreditavam que se tocassem num gentio (não judeu), no mercado ou na praça, tornavam-se imundos. Todos os utensílios de cozinha, como: panelas, copos e pratos, deveriam ser lavados completamente, com o receio de que os gentios tivessem tocado neles e, por isso, os pudessem contaminar (ver: Marcos 7: l -5). O assunto aqui discutido em Marcos 7 não se refere às leis levíticas da saúde (Lev 11), dadas por um Deus de amor para preservar a saúde do Seu povo; mas trata da “tradição dos anciãos“judeus (Marcos 7:5). Os fariseus acreditavam que se a pessoa não lavasse as mãos antes de comer, seria contaminada pelos gentios. A questão aqui não tinha que ver com o que a pessoa comia mas com a maneira como comia. Não se trata aqui, portanto, de repudiar as leis de saúde dadas pelo próprio Jesus, mas de rejeitar a ideia da contaminação cerimonial que imaginavam que acontecia ao tocar os gentios. Neste contexto, “nada que vem de fora pode produzir contaminação ou pecado. Todo o pecado resulta da mente”. Os judeus rejeitavam os mandamentos de Deus ao manterem a sua tradição de exclusão (Mar. 7:9). No verso 19, a melhor tradução é: “Purificando todos os alimentos”. A palavra é “broma”. Nenhum alimento é cerimonialmente impuro. Nenhum alimento traz dentro de si o pecado. Não é de fora mas de dentro que o pecado surge (Mar. 7:21). Jesus não falou da carne dos animais imundos. Estas eram carnes imundas que não deveriam ser ingeridas. O assunto de Marcos 7 não não se refere à utilização de animais imundos na alimentação, mas da contaminação cerimonial que era provocada pelo tocar nos gentios ou nos utensílios por eles usados.

O apóstolo Paulo não afirmou que “o manjar não nos fez agradáveis a Deus”, e que não somos nem melhores nem piores se comermos (I Cor. 8:8); e não declarou ele, também, que podemos comer de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada por causa  da consciência? (I Cor. 10:25)

1  Cor. 8:1 fornece-nos o ponto de partida, ou base, para a resposta a estas interessantes questões. Paulo introduz a passagem dizendo:”no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos” (verso 1) e, para não haver mal entendidos ele insiste no verso 4, dizendo: “quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos”. Em l Cor. 10:28, no fim do discurso, ele fala da “carne sacrificada aos ídolos” . Porções da carne que eram usadas na adoração aos ídolos, nos templos pagãos de Corinto, eram, depois, vendidas nos mercados. Isto levou alguns dos judeus mais escrupulosos a tornarem-se vegetarianos (Rom. 14:2- 4). A questão aqui é de se saber se é moralmente errado comer carne oferecida aos ídolos. Se, ao comer essa carne, a pessoa passa a ser participante da adoração aos ídolos. A resposta de Paulo é que os ídolos nada são (I Cor. 8:4). Que não somos nem melhores nem piores se comermos (I Cor. 8:8). Se a nossa liberdade constitui uma pedra de tropeço para alguém, então não se deve comer nenhuma carne oferecida aos ídolos (I Cor. 8:11-13). A questão aqui tratada não tem que ver, portanto, com os alimentos imundos, mas com o alimento que era oferecido aos ídolos. Jesus não veio a este mundo para purificar os porcos. Ele veio para purificar os pecadores. Os animais imundos que eram impróprios no Velho Testamento continuam impróprios no Novo Testamento. O Senhor não nega bem algum aos que são Seus (Salmo 84:11) e os animais imundos não são boas coisas.

Cristo aboliu na cruz as leis de saúde dadas aos judeus do velho testamento?

Quando Jesus morreu, Ele deu a Sua vida para redimir a humanidade. A Sua morte não afetou, de forma alguma, aquilo que era saudável nem aquilo que não era. É razoável que, se o porco, por exemplo, era imundo, por ser porco, antes da cruz, ele continua imundo por continuar a ser porco depois da cruz. Contrariamente à opinião popular, as leis de saúde mencionadas na Bíblia não são apenas para os judeus. Quando Noé entrou na arca, ele foi instruído a levar para a arca os animais limpos a grupos de sete pares (macho e fêmea), enquanto que os imundos deveriam entrar em grupos de dois pares. E isto porque, depois do dilúvio, devido à falta de vegetação, os animais limpos seriam usados como alimento. Em Lev. 11 Deus faz distinção entre animais limpos e imundos para toda a humanidade. Isa. 66:2-5 descreve aqueles que se tem rebelado contra Deus, adorando ídolos e comendo carne de porco. O profeta Isaías revela que os rebeldes serão destruídos, inclusive aqueles “que comem carne de porco”. Deus é quem conhece melhor. Ele deseja que os nossos corpos sejam saudáveis. Ele nos convida a eliminar tudo aquilo que possa prejudicar ou destruir Seu templo que é o nosso corpo.

Uma vez que Deus disse a Noé que “tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde (Gên. 9:3), não nos será permitido comer de tudo o que quisermos?

Poderíamos perguntar: “Será que Deus deu permissão a Noé para comer cobras, ratos, crocodilos lagartos, vermes e baratas”? Certamente que não! Noé sabia distinguir os animais limpos dos imundos (Gên. 7:2) Deus faz uma simples afirmação: “Noé, devido à falta de vegetais, vocês poderão comer carne”. E isto é tanto mais evidente quanto é certo que Deus, mais tarde, claramente proíbe o uso de carnes imundas, quer em Lev. 11, quer em Deut. 14. Uma vez que Deus não altera as Suas normas morais (Sal. 89:34) e, uma vez que o Seu caráter também não muda (Mal. 3:6), Ele, não deu autorização a Noé para fazer qualquer coisa que proibiu a Moisés. Todas as leis de Deus, inclusive aquelas que se relacionam com a saúde foram dadas com amor para reduzir as doenças e aumentar a felicidade do homem (Êxo. 15:26). Muitos cientistas reconhecem que os princípios bíblicos de saúde podem ajudar significativamente a diminuir tanto as doenças do coração como o câncer. Os caminhos de Deus são os melhores.

Como se explica a afirmação da Bíblia de que devemos ter cuidado com aqueles que “ordenam ,a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis? (ITim. 4:3)

Esta passagem descreve um grupo que se apartaria da fé bíblica nos últimos dias. De acordo com I Tim. 4:3, eles ensinariam dois erros gémeos. Proibiriam o casamento e ordenariam a abstinência de carne (King James Version), ou alimentos (manjares), do grego broma, que Deus criou para serem recebidos com ação de graças. A palavra broma refere-se aos alimentos em geral. A mesma palavra é usada na versão grega do Velho testamento em Gên. 1:29. “Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra em que há alma vivente; e toda a árvore, em que há fruto de árvore  que dá semente, ser-vos-á para mantimento”. Através dos séculos, alguns ascetas, monges e sacerdotes tem declarado que o mundo é um mal. Tanto o casamento como o alimento foram criados por Deus. Ambos fazem parte do plano de Deus para a raça humana. De acordo com l Tim. 4:4-5, essas criaturas, santificadas pela palavra de Deus, são boas e não devem ser rejeitadas quando recebidas com ações de graças. Paulo argumenta contra o fanatismo que classifica todos os prazeres físicos  como pecado. Ele revela que a criação de Deus é boa. Deus deseja que as Suas criaturas saboreiem com prazer o alimento que Deus criou para elas. O assunto aqui tratado não tem que ver com alimentos limpos ou imundos, mas com o alimento em si, como parte do mundo material e rejeitado pela vida monástica. Paulo diz: NÃO! A criação de Deus é boa.

Que diferença faz o comer ou o beber, uma vez que Deus apenas está interessado na nossa vida espiritual?

Os seres humanos formam uma unidade. Tudo aquilo que afeta o corpo, também prejudica as faculdades mentais e espirituais. Os nossos hábitos físicos interferem na qualidade do sangue que percorre o cérebro. A baixa qualidade do sangue fornecido a este órgão nos torna menos capazes de compreender as verdades espirituais. Em I Tess. 5:23, Paulo afirma: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo, e todo o vosso espírito, alma e corpo”. Em Rom. 12:1, ele acrescenta: “Rogo-vos, pois, irmãos, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. João acrescenta que Jesus “deseja que tudo vá bem com os Seus filhos, que prosperem e que tenham saúde como bem vai a sua alma”. (III João 2). A palavra de Deus afirma que tem muita importância aquilo que ingerimos.

O que é que Paulo queria dizer quando  aconselhou a Timóteo, seu amigo, “tomar um pouco de vinho por causa do seu estômago”? (I Tim. 5:23)

É claro que Paulo não estava, nesta passagem defendendo a bebida social. Ele claramente afirma: “não bebas mais água só” (qualquer pessoa que tenha viajado pelo Médio-Oriente sabe da dificuldade que há em encontrar água pura, potável), “mas usa um pouco de vinho por causa do teu estômago por causa das tuas frequentes enfermidades”. Qualquer que tenha sido a espécie de vinho a que Paulo se referia (fermentado ou não), é extremamente claro que o propósito do conselho dado a  Timóteo tinha que ver com as suas enfermidades do estômago. O conselho de Paulo prende-se a um uso medicinal do vinho e não no sentido do prazer social dessa bebida. Que espécie de vinho estava Paulo recomendando? Estaria o apóstolo encorajando o uso moderado de uma bebida da qual Prov. 23:31 diz: “não olhes para o vinho quando se mostra vermelho”, uma bebida que provoca: ais, pesares (Prov. 23:29), uma bebida que é enganadora (Prov. 20:1), uma bebida que perverte o juízo, fazendo que os nossos olhos olhem para mulheres estranhas e o nosso coração fale perversidades (Prov. 23:32, 33)? Certamente que não! A Bíblia usa a palavra vinho para se referir tanto ao vinho alcoolizado como ao sumo de uva. De acordo com Isa. 65:8, o vinho novo “acha-se num cacho de uvas e há bênção nele“. Evidentemente que se trata aqui do vinho não fermentado, do sumo de uva espremido de fresco. Em relação com o vinho servido na comunhão, Jesus disse aos Seus discípulos que não participaria dele novamente até “aquele dia em que o beba de novo convosco no reino do meu Pai”(Mat. 26:29). O vinho da comunhão, que representa o puro e imaculado sangue de Cristo, tem que ser sem álcool, sem fermento, uma vez que o fermento é um símbolo do pecado. Em I Tim. 5:23, Paulo anima seu discípulo a usar um pouco de vinho, ou sumo de uva, por causa das enfermidades do seu estômago. O sumo de uva possui propriedades medicinais para o corpo. E, com certeza que há uma bênção no uso do puro e fresco sumo de uva.

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