Estado dos Mortos

 

João 11:11-14 – Jesus compara a morte ao sono. A Bíblia compara a morte ao sono mais de 50 vezes.

I Tess. 4:15, 16 – Aqueles que morrem em Jesus ressuscitarão por ocasião da Sua segunda vinda.

João 5:28,29 – Haverá duas ressurreições (uma para a vida e outra para a morte).

Gên. 2:7 – Deus criou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida e este tornou-se alma vivente. Deus não colocou uma alma no homem.

Ecl. 12:7 – O corpo volta ao pó e o espírito volte para Deus. A Bíblia não diz que a alma volta para Deus, mas sim o espírito.

]ó 27:3 – O espírito é a mesma coisa que o fôlego da vida de Deus ou o Seu poder.

Sal. 146:3,4 – Quando o fôlego da vida (respiração ou espírito) volta para Deus, nessa altura os pensamentos perecem.

I Tim. 6:16 – O ser humano não possui a imortalidade. Apenas Deus a possui.

Rom. 2:7 – Nós aspiramos possuir a imortalidade. A Bíblia usa a palavra “alma” 1.600 vezes, mas nunca usa a expressão: “alma imortal”.

I Cor. 15:51-54 – Receberemos a imortalidade quando Jesus voltar.

Sal 115:17 – Os mortos não louvam a Deus.

Atos 2:34 – Davi não subiu aos céus após a morte, mas aguarda a vinda de Jesus e a primeira ressurreição.

Sal. 6:5 – Na sepultura não há lembrança de Deus.

Ecl. 9:5 – Os mortos não sabem coisa alguma.

Jó 19:25, 26 – Os justos ressuscitarão para ver o Senhor no último dia.

Ezeq.18:4 – A alma (pessoa) que pecar, essa morrerá.

Rom. 6:23 – O salário do pecado é a morte. A morte é a ausência da vida. O dom de Deus é a vida eterna.

I Tim. 4:7,8 – O apóstolo Paulo aguardava a vinda do Senhor para a recompensa final.

Apoc. 22:12 – Quando Cristo vier, haverá eterna recompensa com Ele.

 


 

 

Perguntas comuns acerca da morte

Que quer dizer Paulo com a expressão “ausente do corpo e presente com o Senhor”? (II Cor. 5:6,8)

Em II Cor. 5:1 -11, Paulo põe em contraste o corpo terreno, perecível, sujeito a doenças, enfermidades e morte com o glorioso, eterno, imortal, que Deus tem preparado para nós nos céus. A expressão “ausente do corpo” quer dizer: ausente do corpo mortal com suas enfermidades terrenas. A expressão presente com o Senhor significa: presente no corpo glorioso e imortal que Jesus nos dará na Sua segunda vinda. II Cor. 5 dá-nos a chave quando o apóstolo Paulo anela pelo momento em que “o mortal há de ser absorvido pela vida”. Estas palavras são como que um eco das palavras que Paulo escreveu antes em I Cor. 15:51-54, “isto que é corruptível, se revestirá da incorruptibilidade e isto que é mortal se revestirá da imortalidade”. Em II Cor. 5, como em I Cor. 15, Paulo anseia pela imortalidade que será concedida por ocasião da segunda vinda de Cristo (ver: também II Tim. 4:6-8).

 Se realmente os mortos dormem no terra, como foi possível à feiticeira de Endor trazer o  profeta Samuel dos mortos para falar com o rei Saul? (I Sam.28:15)

Há três fatos importantes a se considerar nesta história:

 

  1. A ordem expressa de Deus em todo o período do Antigo Testamento era de que os feiticeiros deveriam ser expulsos da terra de Israel e até mortos. A palavra de Deus desmascara o espiritismo como sendo obra do diabo, das forças satânicas (Deut.l8:10-15; Isa. 47:13,14).

 

  1. Saul já havia rejeitado o conselho do profeta Samuel. Ele consultara ao Senhor e tinha recebido a resposta (I Sam. 28:6). A razão específica por que Saul procurou a feiticeira de Endor era que não tinha recebido nenhuma resposta do Senhor. O que Saul viu não foi Samuel. Convém notar que a Bíblia declara que a feiticeira “viu deuses subindo da terra”(verso 13) e Saul “entendeu”que era Samuel (I Sam. 28:14). Uma vez que “os mortos não sabem coisa alguma”(Edes. 9:5) Satanás disfarça-se, tomando a forma e imitando a voz dos entes queridos que morreram (Apoc. 16:14).

 

  1. O resultado final da visita de Saul à feiticeira de Endor não foi o arrependimento, a confissão do seu pecado ou a vida, mas foi o desespero, e a morte (I Sam. 28:16,20,21;31:3,4,9,10). Enganado por Satanás, Saul entregou a sua alma à perdição.

 

O apóstolo Paulo estaria dizendo que a pessoa vai diretamente para o céu ao afirmar que ele “deseja partir e estar com Cristo” e que “morrer é ganho”? (Fil. 1:21,23)

A Bíblia nunca se contradiz. Paulo não afirma uma coisa num lugar e uma outra coisa em outro lugar. O apóstolo é claro. Por ocasião da segunda vinda de Jesus, os justos mortos serão ressuscitados para receberem a recompensa eterna (I Tess. 4:16, 17; I Cor. 15:51-54). Em Filipenses 3:20, 21, o apóstolo afirma que “a nossa cidade está nos céus, onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo que transformará o nosso corpo abatido para ser conforme o Seu corpo glorioso”. De novo, o seu desejo é a segunda vinda de Cristo, nosso Senhor. Escrevendo ao seu amigo Timóteo, o apóstolo declara, desta mesma prisão de Roma: “Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé. Desde agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda”. (II Tim.4:7,8) Paulo suspirava pelo regresso de Jesus, momento em que ele verá o seu Senhor face a face e será introduzido na vida eterna. Sim, a morte foi vencida! Para o apóstolo isso queria dizer a libertação do sofrimento de um corpo cansado, a libertação da escravidão, de uma prisão romana e a certeza de não ser mais tentado por Satanás. Para Paulo, a morte era como um sono sem contagem de tempo. O próximo acontecimento depois de fechar os seus olhos, para o sono da morte era: “partir para estar com Cristo”. Como a morte e a segunda vinda de Cristo não há consciência do tempo, para Paulo a morte significava fechar os olhos no sono e acordar para estar com o Senhor.

 Na parábola do rico e do Lázaro, o rico vai imediatamente para o inferno e Lázaro para o céu. Como explicar esta parábola se os mortos dormem na sepultura? (Luc. 16:19-31)

É importante ter em consideração que se trata de uma parábola. É a quinta de uma série de parábolas (a ovelha perdida, a moeda perdida, o filho pródigo (Luc. 15), e o mordomo infiel (Luc. 16:1-11). As parábolas têm regras de interpretação próprias e por objetivo ensinar grandes princípios morais. Certos pormenores que ela contém não podem ser interpretados à letra. Por exemplo, nenhum de nós possui lã e quatro patas como a ovelha. Não somos metal como a dracma. Em cada parábola o que é importante é descobrir a lição ou lições morais que ela pretende transmitir. Estaremos em dificuldades se pretendermos tomar à letra cada pormenor da parábola, em vez de procurar descobrir qual a lição que, por meio dela, Jesus está querendo ensinar-nos. Partamos do princípio de que a parábola do rico e do Lázaro é uma história literal, verdadeira. Será possível as pessoas manterem conversação entro o céu e o inferno? As pessoas que estão no céu podem mesmo ver as pessoas a arder no inferno? Podem ouvir os seus gemidos? Será que as almas têm realmente dedo, e língua, conforme a parábola apresenta? Terá Abraão um seio tão grande de forma a poder receber todos os indivíduos que vão para lá? Tomar esta parábola à letra é criar enormes problemas. O céu seria um lugar terrível se pudéssemos observar o sofrimento permanente e sempre presente dos nossos amigos e familiares. Porque usou Jesus esta história? Que lições pretendia Ele ensinar? Os judeus acreditavam numa história segundo a qual a morte era descrita como uma passagem através dum vale escuro, representando a salvação como uma viagem em segurança para o seio de Abraão, enquanto que a perdição eterna conduzia à destruição. Os Judeus acreditavam que as riquezas eram um sinal do favor de Deus enquanto que a pobreza um sinal do Seu desagrado. Nesta história, o rico, que os judeus pensavam que era abençoado por Deus, vai parar no inferno, enquanto que o pobre (Lázaro) vai para o Céu. Jesus inverteu o final da história. Nela, Ele ensinou três lições:

 

  1. As riquezas conseguidas com usura, desonestidade ou oprimindo os pobres não são,de modo algum,um sinal do favor de Deus.

 

  1. A parábola descreve um grande abismo fixo. Jesus afirma, claramente, que não existe uma segunda oportunidade após a morte. A decisão tomada em vida determina o nosso destino eterno.

 

  1. Jesus salienta o fato de que se os fariseus rejeitavam os claros ensinamentos da palavra de Deus, concernentes à salvação, da mesma forma a rejeitariam mesmo que se operasse um poderoso e espetacular milagre, como seja o de alguém ressuscitar dos mortos.

 Os judeus estavam sempre a pedir a Jesus que fizesse um sinal. Ele deu-lhes o maior de todos os sinais.Um pouco mais tarde, Ele ressuscitou Lázaro dos mortos (João 11:11-14,43,44). Como resultado, os judeus tornaram-se ameaçadores e tentaram matar o próprio Lázaro (João 12:10). E ficaram também com muita raiva de Jesus. E, de tão decepcionados, tramavam também destruí-Lo. Liam a Bíblia com um véu sobre os seus olhos (II Cor. 3:14-16). Não tinham conseguido compreender que “todas as Escrituras” testemunhavam de Jesus (João 5:39). Quando Jesus ressuscitou Lázaro dos  mortos,eles não quiseram crer. As suas palavras em Luc. 16:31 eram proféticas: “se eles não ouvem a Moisés e aos profetas tão pouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite” Que apelo este! Que urgente aviso! A Bíblia é a nossa máxima autoridade.Jesus fez uso de uma história popular entre os judeus para ilustrar esta poderosa verdade; desta forma a Bíblia se harmoniza duma forma maravilhosa.

 O que é que a passagem de Apoc. 6:9-11 quer dizer quando descreve as almas a clamarem com  grande voz de baixo do altar, dizendo: até quando, o verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue…”?

A personificação é um método bíblico para descrever situações usando uma linguagem  simbólica. Depois de Caim ter matado Abel, o Senhor disse a Caim: “a voz do sangue do teu irmão clama a mim  desde a terra” (Gên. 4:10). Será que realmente o sangue de  de Abel falava? Não! Literalmente não!A linguagem transmite o amor fiel de Deus, a Sua terna preocupação em relação com o Seu mártir Abel e a responsabilidade de Caim pelo seu pecaminoso ato. De acordo com Heb. 12:24, “o sangue de Jesus fala melhor do que o de Abel”.Ele comunica perdão, graça e redenção. Com certeza que não é o sangue de Jesus que está literalmente a falar. A linguagem comunica a mensagem da redenção de  Deus. Em apocalipse 6, Deus claramente comunica que  Ele não se esqueceu dos Seus fiéis mártire através dos séculos. Simbolicamente o Seu sangue clama que Deus faça justiça sobre os seus perseguidores e recompense os que foram fiéis com a eternidade. Na Bíblia a palavra “alma” muitas vezes significa “pessoas ou povos”(Rom. 13:1; Ezeq. 18:4; Atos 27: 37). Significa, também, vida.(ver:Heb. 13: 17; I Ped. 4:19; Mat.10:28). Assim, a  passagem de Apoc. 6:9 poderia ser lida desta maneira: “as vidas daquelas pessoas que sofreram o martírio pela causa de Jesus, simbolicamente como o sangue de Abel, clamam por justiça desde a terra”. Haverá um julgamento final e o próprio Deus colocará todas as coisas em seu devido lugar!

 É a alma imortal?

A Bíblia usa a palavra “alma” l .600 vezes aproximadamente, mas nunca usa a expressão “alma imortal”. A palavra mortal quer dizer: sujeito à morte. A palavra imortal significa: não sujeito à morte. A Bíblia expressamente diz: “a alma que pecar, essa morrerá”(Ezeq. 18:4). Jesus declarou que tanto o corpo como a alma seriam destruídos no inferno (Mat. 10:28). A imortalidade é um atributo da Divindade. Apenas Deus é naturalmente imortal (l Tim.6:15,16). A primeira mentira proferida por Satanás no Éden dizia respeito à morte. Satanás afirmou que a consequência da desobediência não seria a morte, mas a vida. Ele disse: “certamente não morrereis” (Gên.3:4). A palavra de Deus diz que “o salário do pecado é a morte“(Rom. 6:23). Morte significa: ausência de vida. O pecado conduz não a uma vida eterna no inferno, mas ao total e  absoluto afastamento da presença de Deus, pelo aniquilamento. A Bíblia é clara. O homem é mortal (Ecl. 9:5). Nós ansiamos pela imortalidade (Rom. 2:7). O justo receberá a imortalidade como um dom de nosso Senhor por ocasião da Sua segunda vinda (I Cor: 15:51-54). Os pecadores impenitentes receberão a sua eterna recompensa também. “E o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tia. 1:15). A escolha está, então, entre a vida eterna e a morte eterna.

 O que é que Pedro quer dizer quando afirma que Cristo foi pregar aos espíritos em prisão (I Ped.3:19)?

Para compreender este texto, é necessário ler a passagem inteira (I Ped. 3:18-22). O verso 18 revela que |Jesus, o divino Filho de Deus, que padeceu a morte pelos nossos pecados “foi vivificado pelo Espírito”. O verso 19 faz uma transição e declara que foi pelo mesmo Espírito que Cristo falou aos espíritos em prisão. Quando é que Ele pregou a esses espíritos em prisão? Quem eram estes espírito em prisão? O verso 20 nos diz! Nos dias de Noé, os corações dos homens eram só maus continuamente. Encontravam-se sob o domínio dos espíritos maus. O mesmo Espírito Santo, que vivificou a Jesus de uma morte literal, apelou aos homens e mulheres possuídos de espíritos maus e que se encontravam espiritualmente mortos nos dias de Noé para os trazer à vida espiritual. O Espírito de Deus falou através do profeta (Noé) que pregou o evangelho a homens e mulheres presos nas cadeias espirituais (I Ped 1:10-12). A poderosa ação do Espírito abre a prisão do pecado e os prisioneiros tornam-si livres (Isa. 61: l). I Ped 3:21 torna a ilustração ainda mai clara. A experiência do dilúvio é comparada ao batismo. Exatamente como o Espírito Santo ressuscitou a Jesus da morte, e conduziu a família de Noé à arca preservando-os da morte e levando-os à vida, assim também este mesmo Espírito atua, despertando a vida espiritual, convencendo  homens e mulheres do pecado, provendo poder para uma mudança de vida, conduzindo-os através das águas do batismo. Nos dias de Noé, o Espírito conduziu homens e mulheres da morte para a vida. Hoje o Espírito liberta homens e mulheres das prisões espirituais, conduzindo-os da morte para a vida – tudo isto é possível pelo grande  poder do Cristo ressuscitado.

 O que é que a Bíblia ensina acerca da reecarnação?

A reencarnação é baseada em duas promessas que não correspondem à verdade.

 

  1. Que os seres humanos são capazes de se purificarem a si próprios através dos seus atos justos ( obras de justiça).

 

  1. Que existe uma alma imortal que sobrevive à morte do corpo.

 A Bíblia ensina que a salvação é alcançada através da fé em Cristo (Efés. 2:8; Rom. 3:24-31). A morte é um sono até ao momento da gloriosa ressurreição ( ITess. 4:15,16; l Cor. 15:51,54). Não existe uma segunda oportunidade após a morte (Heb. 9:27). Agora é o momento da salvação (II Cor. 6:2).

 

 

 

 

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